E não passava de uma tarde estafante. Fazia calor, um calor fora do normal...
E seguiram do mesmo jeito as tardes seguintes.
Neela já não se importava com esses pormenores. Agora ela estava sozinha, na verdade nunca deixara de estar; nunca conseguiu confiar em alguém plenamente ao ponto de se sentir acompanhada.
Mas a solidão que ela estava tão habituada estava diferente, ela sentia que agora, realmente, algo estava lhe faltando.
A melhor parte de si, o sorriso mais sincero, a alegria mais singela fora enterrada há uma semana junto com aquele que fora o seu melhor amigo, melhor parceiro, melhor namorado.
E ficava se perguntando quando se sentiria segura novamente, quando sentiria que no mundo ainda há algum valor. Ela falava de amor. De amor. Um amor que sempre lhe pertencera, mas sentia que não era seu.
Chorava silenciosamente; a lágrima era o grito mais alto de seu desepero silencioso.
Ela já não tem o melhor de si própria, mas tem o melhor dele.
Ela que sempre procurou razões e explicações para tudo, lembra das promessas que ele lhe fazia:
-Haja o que houver, eu vou sempre, sempre -entendeu bem?!- sempre vou estar com você.
Hoje ela entende a promessa, não porque consiga explicá-la, mas porque consegue senti-la.
There there baby
It's just text book stuff
It's in the ABC of growing up
Now now darling
don't loose your head
none of us were angels
and you know I love you yeah
Lá, lá, baby
Isso é somente coisa de texto
Isso está no abc do crescimento
Agora, agora, querido
Oh, não perca a sua cabeça
Porque ninguém de nós foi anjo
E você sabe que eu amo você, yeah
sexta-feira, 26 de junho de 2009
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2 comentários:
Perfeito,
O texto requer um experiência de vida que talvez alguém com mais de 30 tenha apesar dos seus 20 anos de idade.
Parabéns
Valeu, Vaninha ;)
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