24 de fevereiro de 2018.

Hoje faz 10 anos que eu ia pra estrada com minha mãe, pra percorrer +- 500km e voltar pra cidade onde nasci, fui por obrigação, chorei muito, estava triste, eu lembro como se fosse hoje, foi horrível pra mim.

Eu não queria voltar pro interior, tinha 15 anos e a adolescência prometia ser muito melhor aqui em Poa. Aquele dia era o começo de 2 anos difíceis, 2 anos que aprendi muito sobre vida, família, amizades, amor... me alegrei, me decepcionei, chorei muito, sorri muito, comecei a sair de noite...

Foram 2 anos de descobertas, e até hoje eu lembro MUITO BEM do que passei por lá, lembro até do cheiro dos lugares, das pessoas... Lembro das músicas que foram trilha sonora daqueles dois anos, lembro DE MUITOS DETALHES que todos ao meu redor devem ter esquecido.

Sou grata a cada amigo antigo e verdadeiro que reencontrei e também a cada amigo novo que fiz lá, pessoas que fizeram valer a pena essa grande mudança que fui obrigada a fazer, pessoas que me deram alegria quando eu não via motivos pra sorrir, nem marcarei nomes porque tenho medo de esquecer alguém.

Até hoje aqueles 2 anos estão vivos na minha memória e no meu coração, aquele dia 24 de fevereiro foi um marco minha vida, eu tinha plena certeza de que aquela mudança marcaria pra sempre minha existência e estava certa, até hoje colho frutos (e tbm decepções) por aquele tempo, sigo aprendendo muitas coisas por conta de acontecimentos de 2008 e 2009.

Se eu não tivesse voltado pra Livramento, não seria nem metade da pessoa que sou hoje, a tristeza pelas coisas ruins é grande, mas hoje eu vejo que aquele mal necessário fez muito bem pra mim e fico mais feliz do que triste por tudo o que aconteceu lá na fronteira.

Só queria deixar marcado aqui esses 10 anos e tudo o que eu sinto hoje, depois de tanto tempo.



Escrevendo de madrugada enquanto escuto músicas do Green Day e choro, óbvio!
Provavelmente apenas fãs (do Green Day) conseguirão ler até o final,
mas tudo bem, estou escrevendo com muito amor.

7 de Novembro de 2017, eu esperei 14 anos por este dia, posso tentar resumir, mas tenho tanto sentimento guardado desses anos todos que não garanto que eu consiga ser breve.

Quando mudei pra Esteio, em 2004, o Green Day estava lançando o American Idiot, pouco depois de eu viciar na banda, descobri que eles eram os caras do clipe que eu via quando era criança; dos doidos tocando rock onde o baterista estava numa cadeira de rodas, sim, era Basket Case, que eu conhecia, mas nunca levei a sério. Então cresci e conheci a banda de verdade, naquela época eu já tinha problemas grandes e conflitos sérios pra lidar, o AI foi um dos cds que me ajudaram a superar tudo aquilo através dos anos e a banda foi uma das que me ajudaram a prender quase todo inglês que eu sei hoje, está no grupo de bandas da minha vida, entre as que mais importam desde a minha adolescência. 

O tempo passou e em 2010 o Green Day veio tocar em Porto Alegre pela primeira vez, sem detalhes sobre a tour deles, falando sobre mim naquele ano: ESTAVA NA MERDA, estudando muito, morando com minha prima, sem minha mãe, sem dinheiro, sem companhia, depressiva, fingindo que estava tudo bem, obviamente PERDI O SHOW! Só eu sei a tristeza que senti, o quanto sonhei ver eles de perto e cantar todas músicas, eu não estava lá, eu não estava na fila, eu não estaria nem de longe, não sabia quando voltaria, não sabia se voltariam... Lembro do quanto o Green Day me ajudou naquele ano de 2010, foi um dos mais difíceis que já tive e ver eles seria, além de um antigo sonho realizado, algo que faria valer a pena tanto sofrimento. Eu chorei muito na noite do show, chorei escondida, em silêncio, ouvindo as músicas deles no meu celular, só eu sei o que senti! :(

Muitas coisas aconteceram nos 7 anos seguintes e agora eu só consigo lembrar do dia que li no Twitter do @jnflesch que o Green Day viria pro Brasil, NAQUELE MOMENTO EU TIVE CERTEZA que viriam pra Porto Alegre, mas as vendas começariam logo, em julho e eu não sabia se teria dinheiro, EIS QUE A SALVAÇÃO VEIO, o saque do FGTS autorizado pelo Governo Federal, peguei metade do meu e guardei, dali seria comprado o passe pra felicidade. No dia 7 de julho, exatamente 4 meses antes do show, começaram as vendas, naquela noite eu não dormi, saí cedo de casa com minha mãe PRA FILA queria estar entre as primeiras pessoas a comprar, minha amiga, Ana, estava lá e acabou comprando o ingresso pra mim porque eu precisei ir pro trabalho antes de abrir a bilheteria oficial, tudo bem, ela é uma das pessoas mais foda dessa história toda que estou contando; em 2014, quando nos conhecemos no show do Anberlin descobrimos que o Green Day também é um grande amor que temos em comum e prometemos uma pra outra que estaríamos na grade do GD, independente de quando fosse o show, ASSIM FOI!

4 meses passaram e depois de muitas conversas, espionagem e discussões pelo Whatsapp com a galera que comprou ingresso pra pista, decidimos ir pra fila, NO DOMINGO, DIA 5, seriam 3 dias de fila e 2 noites, assim fizemos, sem contar as histórias desses dias de fila só posso agradecer aos amigos que fiz durante o tempo que acampamos no portão 7 do Estádio Beira-Rio (farei uma postagem apenas para o pessoal da fila, eles merecem). <3

CHEGOU O DIA 7 DE NOVEMBRO de 2017, depois de praticamente 14 anos, ali estava eu, prestes a entrar pro show do Green Day e assim foi:
CORRI
PEGUEI GRADE
GUARDEI O LUGAR DO PABLO (prometemos que o que chegasse antes, guardaria lugar porque queríamos ficar na frente do Mike)
EU ERA A PRIMEIRA PESSOA DO LADO DA PASSARELA
NA FRENTE DO MEU AMADO MIKE
O SONHO ESTAVA PRESTES A SE REALIZAR
E
FOI
I-NEX-PLI-CÁ-VEL!

Tentando ser breve:
- ABERTURA FANTÁSTICA DA BANDA CONVIDADA PELO GREEN DAY: THE INTERRUPTERS, ainda falarei mais sobre eles aqui no blog, que amor de banda, estou apaixonada!
- mais de 2h de show
- duas músicas diferentes do que vimos no setlist
- Billie Joe cantando e OLHANDO NOS NOSSOS OLHOS
- interação total com os fãs
- DOIS AMIGOS MEUS SUBIRAM NO PALCO (Ana, como contarei no post dos amigos e Herinton, que viajou de SC pro show)
- BJ deu uma tiara pra mim, que ele usou em Are We the Waiting
- Tré me deu uma baqueta no final, UMA BAQUETAAAAAAAA
- peguei uma palheta do Mike, graças aos seguranças, amém
- Billie jogado no chão fazendo apologia à sexo e conversando conosco enquanto olhava direto pra mim e pros meus amigos da grade
- melhores efeitos visuais que já vi (chamas no palco e fogos de artifício)
- emoção à flor da pele desde o primeiro até o último segundo
- o filme da minha vida passava na minha cabeça a cada música
- muito choro e emoções fortes em "Boulevard of Broken Dreams" e "Still Breathing"
- Mike fazendo caretas pras nossas fotos
- elogios do BJ ao público de Poa (ele demonstrou lembrar de 2010 *-*)
- Tinah, atônita, chorosa, feliz, desesperada, loca, no ápice da felicidade e da emoção, meu estado era de tanta loucura que NENHUMA das poucas fotos que tentei fazer deu certo
-ELE TROUXE A BLUE, MANO, EU VI AQUELA GUITARRA ICÔNICA SENDO USADA NA MINHA FRENTE!

SET LIST:
- Know Your Enemy (Herinton no palco, cantou e saiu dando mosh, FOI LINDO!)
- Bang Bang
- Revolution Radio
- Holiday (E O SOLO DE BAIXO DO MIKE QUE EU TANTO SONHAVA VER AO VIVO!)
- Letter Bomb
- Boulevard of Broken Dreams
- Longview (A ANA SUBIU NO PALCO! BJ CHAMOU ELA PRA CANTAR JUNTO!)
- Young Blood
- Welcome to Paradise
- Armatage Shanks
- J.A.R.
- F.O.D.
- Scattered
- Nice Guys Finish Last
- Waiting
- When I Come Around
- Minority
- Are We The Waiting (Billie pega bandeiras, discursa contra Trump e tudo de mal que ele prega, EU MORRO CHORANDO DE TANTO ORGULHO DESSA BANDA!)
- Saint Jimmy
- Knowledge
- She*
- Basket Case
- King For A Day
- Still Breathing
- Forever Now

Encore
- American Idiot
- Jesus of Suburbia (Tbm conhecida como HINO)
- 21 Guns - acoustic **
- Time of Your Life - acoustic (Sabendo que seria a última eu não sabia se ficava feliz por ter feito parte daquilo ou triste por ser o fim, "EU NÃO QUERO QUE ACABE" era o que eu falava pro Pablo todo o tempo no final, lembro de cada momento antes deles saírem do palco)

* não fazia parte do setlist de Porto Alegre (tive um surto quando começaram a tocar)
** foi tocada no lugar de "Ordinary World" (achei ótimo terem trocado e pirei demais quando BJ deu a primeira nota no violão)

Um mês atrás tudo isso que contei e muito mais estava acontecendo na minha vida, escreverei mais, sobre a fila, os perrengues daqueles 3 dias e os amigos que estiveram comigo nessa aventura inesquecível e marcante na vida de todos nós. Parece que foi ontem, ainda tenho tanto pra falar sobre aqueles dias, sobre aquelas pessoas...
A gratidão e a felicidade por cada momento que vivi com eles e com o Green Day são infinitas, pra lembrar disso tudo colocarei aqui fotos que tenho, algumas profissionais e outras feitas por mim e pelo povo da fila, os melhores registros estão na memória e no coração, mas as imagens reforçam os sentimentos e provam um pouco do nervosismo e das emoções que eu tento descrever sem sucesso.

VOLTA LOGO, GREEN DAY!
Obrigada por serem uma parte da minha vida, uma parte do que eu sou.

EU AMO MUITO VOCÊS!

Post oficial depois do show daqui. <3


Fotos da galera
 
 
 

Resumo das fotos:
Amanda dormindo na barraca - primeira noite de fila
Eu e Ana quando fomos tomar banho na véspera do show
Eu na primeira noite de fila, encostada na grade de proteção, sem sono
Nossa primeira lista de organização da fila, feita pelo Pablo
Depois da primeira noite já conseguíamos ver o palco
Minha última foto do ingresso sem destacar os canhotos
Eu na entrada da BudZone, era a 6ª pessoa da fila
SETLIST fotografado pelo Thomas
A troca de marmitas horas antes do show e eu sendo palhaça (queria saber o nome do fotógrafo)
A GRADE DA PASSARELA PELO LADO O MIKE: Eu (pegando sol de frente, like a tomato), Pablo, Billie, Henrique, Dereck, Herinton e Cassia (alguém fez a foto e ela foi parar no grupo do whatsapp)
Foto que eu fiz pouco antes do show começar: Eu, Pablo, Henrique e Billie logo acima (meus mininus, meus mozões da grade, PENSA NUNS CARAS FODA, ELES SÃO MAIS DO QUE TU PENSOU!
4 fotos PAVOROSAS que eu tentei fazer durante o show, inclusive da bunda do BJ
E na última, tudo o que eu trouxe do show. <3

Fotos profissionais:

Do fotógrafo Fredy Vieira

Do fotógrafo Feliz Zucco (abrindo o link do Instagram dá pra ver mais fotos)

Uma publicação compartilhada por Félix Zucco (@felixzucco) em

Tenho muito mais a dizer sobre a fila, as pessoas, o show, a banda...
Mas já ocupei espaço demais aqui e duvido alguém ler tudo, de qualquer forma, obrigada se tu teve paciência pra chegar até aqui.
Este blog é um lugar pra compartilhar sentimentos e textões não compatíveis com redes sociais, um lugar pra quem também é fã, como eu.

Logo volto aqui com mais Green Day, The Interrupters, amigos de fila, amor de fã e desabafos.
Por hoje fico com a saudade infinita daqueles 3 dias e de uma das noites mais felizes da minha vida.

IN THE END IS RIGHT,
I HAD THE TME OF MY LIFE!


O blog segue abandonado, mas eu penso nele todo dia, tenho ideias de posts todo dia, penso nas postagens atrasadas que tenho pra finalizar, penso no quanto eu sonho ele ser conhecido e útil pras pessoas, fico imaginando as fotos que quero postar aqui, planejando mudanças, parcerias, melhoras....

Nesse mix de pensamentos eu me peguei presa em um que me incomoda; tenho o blog faz anos e a vida de adulta nunca me deixou trabalhar com ele porque o trabalho fora da internet me rouba muito tempo e toda minha energia, a vida de adulto chega cedo nos dias de hoje, mas eu sinto que finalmente preciso levar ela mais a sério.

Hoje completo 25 anos, um quarto de século, uma idade que parecia distante pra mim até ontem. Eu terei 19 anos na minha mente pelo resto da vida, me cobro tanto por estar com 25 agora, nem dá pra falar tudo o que se passa na minha cabeça, mas eu quis escrever aqui pra lembrar desse dia que passou como outro qualquer.

Atualmente trabalho num emprego comum, medíocre pra muitas pessoas, que me toma 6 dias da semana e ainda tento fotografar nas poucas horas livres que me restam quando não estou esgotada. Tive folga hoje, domingo, dormi, acordei arrependida pq queria ter aproveitado minha manhã, não ganhei presentes, não tive festa, poucos amigos realmente lembraram, entre os parentes nenhum lembrou, minha mãe que é minha família me parabenizou com o pesar de quem não teve dinheiro pra comprar um presente, sinais de que realmente ser adulta também abala nossos sentimentos.

Cheguei a mais uma resolução de adulto; tu sabe que é adulto quando não lembram mais do teu aniversário e quando lembram nem perguntam mais quantos anos tu está completando.

Eu sou feliz, apesar dos percalços, hoje posso dizer que tenho quem se preocupe comigo e que estou filtrando muito as pessoas que estão na minha vida, mas me sinto uma fracassada com 25 anos, parece que não conquistei nada (nem um namoro eu tenho), parece que está tarde pra começar qualquer coisa, parece que todas pessoas que conheço da mesma idade estão super bem e eu sigo na merda.

A crise dos 25 existe e estou vivendo ela, achei importante deixar o registro porque se alguém também se sentir como eu, pode comentar relatando, talvez este texto ajude alguém que esteja se sentindo do mesmo jeito e independente da idade, qualquer problema nos abala menos quando sabemos que não estamos sozinhos.

Estou feliz porque gosto do número 25, quero aproveitar meus 25 como sempre imaginei que seria quando chegasse neste número; usar as crises, as preocupações e os problemas como motivação pra mudar, melhorar, crescer!

Quem vem comigo?


"Você é abusiva quando enxerga na minha vida uma extensão da sua e projeta em mim tudo aquilo que queria ter sido e não foi e tudo aquilo que queria ter feito e não fez. E se frustra toda vez que eu tomo um caminho diferente do que você queria tomar. Quando percebe que eu não tenho os mesmos gostos nem reproduzo os mesmos pensamentos que os seus e toma atitudes cada vez mais drásticas na tentativa desesperada de retomar o controle. Quando confunde dominação com instrução e não aceita apenas me dar orientações, mas precisa viver por mim e controlar cada detalhe da minha vida e cada escolha que eu preciso tomar. Que amigos ter. Por quem me apaixonar. O que estudar. Que função exercer. O que fazer no meu tempo de lazer. Você é abusiva quando faz com que eu lamente por ser a pessoa que eu sou, que eu me repreenda e tente me transformar em alguém que eu não queria ser. Que eu me odeie por isso. Me ache errada e me questione todos os dias: porque eu não posso simplesmente ser mais como a Mariazinha? Por quê eu sou esse monstro que causa tanto sofrimento na minha mãe? Você é abusiva quando se utiliza de discursos maternais sobre como me ama e “só quer o meu melhor” para abusar do seu poder de mãe. E, ah, as chantagens emocionais! Não podemos nos esquecer dos jogos psicológicos e das tentativas múltiplas de manipulação. Das lágrimas, dos choros e das ameaças. Tudo isso pra conseguir o controle de volta e me fazer tomar a decisão que você gostaria que eu tomasse. Eu não estou bebendo, me drogando, me prostituindo ou reprovando de ano. Não é preocupação. Não é educação. Não é saudável. Não é o seu melhor. Não é pro meu próprio bem. É abuso." Triste, muito triste, mas uma grande verdade da minha vida. Eu quera que minha mãe lesse este texto, mas mesmo se eu tentasse mostrar pra ela, já viraria briga. Não é fácil ser filha única, de mãe solteira, super protetora, autoritária (leonina), que veio do interior e tem 40 anos de diferença. Ser adulta nem sempre significa ser independente e o pior disso é que as pessoas acham que é fácil se livrar dessa situação. Mas ninguém faz ideia de como é estar no meu lugar. Me permiti o desabafo porque depois de anos, muitas pessoas ainda devem me julgar pelas vezes que eu não pude ir na festa, que eu não fui no almoço da igreja, que eu não pude dormir fora de casa e quando criança, até mesmo vezes que eu não pude BRINCAR NA RUA DE CASA!

A situação é complicada a ponto de eu saber todas as reações dela pra cada atitude minha, evitar me incomodar, abrir mão de sair e de ter certas conversas porque ela simplesmente não sabe me dar ouvidos nem o poder da palavra, muito menos o poder de decisão. Hoje mesmo, estávamos à mesa, fui pegar uma colher para comer feijão e ela perguntou o que eu queria, sendo que não precisava perguntar porque eu sou grande o suficiente pra resolver isso sozinha, sem ela precisar tomar partido, peguei uma colher pequena e ela levantou da mesa e foi buscar uma grande, SÓ QUE EU QUERIA A COLHER PEQUENA MESMO e quando falei isto, ela simplesmente jogou a colher grande como quem estivesse ofendida com o que eu disse, mas em nenhum momento eu fui rude, apenas não pedi ajuda dela e me resolvi sozinha.
Eu tenho vergonha de falar sobre essas coisas, é muito fácil alguém vir aqui e julgar, mas só quem passa por isso, sabe.
Quero muito que este problema acabe e eu possa vir aqui, contar pra todos vocês que esse sofrimento acabou. Torçam por mim, me desejem sorte e lembrem-se de nunca julgar alguém que passa por isso porque é muito mais difícil do que se imagina.
O texto completo foi escrito pela Vanessa Chanice e você pode ler, completo, aqui neste link.
Ele apareceu no meu Facebook e eu nem pensei, apenas abri para ler e quis compartilhar aqui no blog, depois de tanto tempo sem postagens, achei válido voltar trazendo um tema sério e dando meu pequeno depoimento sobre como é ter uma mãe abusiva.


Eu poderia simplesmente postar fotos antigas escaneadas, mas acho que melhor do que fotos, são os sentimentos que elas me fazem sentir, e sobre a minha avó (a única que eu conheci) os sentimentos são infinitos, e fortíssimos.


Sou a neta mais nova que ela teve, e ficamos juntas por quase 10 anos, nesse tempo aprendi mais do que muita gente demora a vida toda pra aprender. Minha avó foi uma guerreira e sempre me contava as história da vida dela, depois que eu fiquei maior foi a minha mãe quem me contou e cada história nova trazia muitas lições de como levar a vida, encarar as coisas e superar dificuldades.

Minha avó nasceu no interior do RS (na campanha, como costumamos dizer aqui) e criou os 6 filhos (eram pra ser 13 =/ ) com bastante dificuldade, foi praticamente mãe solteira a vida toda, os filhos mais velhos cuidavam dos mais novos enquanto ela trabalhava, minha avó foi pra cidade pra tentar melhorar a vida, lá trabalhou em casas de família por muitos anos e chegou a passar fome; deixava de comer o almoço que ganhava, pra levar pros filhos. Não vou contar detalhes, mas dá pra ter noção de como as coisas foram difíceis pra ela a vida inteira.


Então, depois de anos, 5 dos 6 filhos foram viver com as respectivas famílias e minha mãe segui com ela lá na minha cidade natal, daí eu nasci (a história eu não vou contar, o que importa é a minha vovozinha linda ^^), não sei o que ela pensou quando soube, só sei que ela sempre me tratava com todo amor e eu só lembro da gente ter discutido uma vez nesse tempo todo (queria poder voltar naquele dia e fazer tudo diferente pra não magoar ela =/ ).


Então, em 1995 ela teve o primeiro AVC, e eu não entendia direito tudo aqui, tinha apenas 2 anos e meio, mas eu sabia que era coisa importante e que mudaria as coisas. Minha avó se recuperou e ainda foi me ver na festa quando eu terminei a pré-escola (tiramos fotos lindas, um dia mostro pra vocês), ela voltou a caminhar e não teve sequelas na fala, aquilo era a felicidade eterna, minha avó estava bem e eu achei que isso nunca ia mudar.


Só que em 2001 ela voltou a ficar fraquinha e em 2002 ela voltou a ser internada, pelo mesmo problema, dessa vez ela sofreu um pouco mais, porque foram AVC's seguidos e ela não podia mais falar =/ sem contar que o caso dela não mudaria. Depois que os médicos explicaram tudo pra nossa família, a gente teve que adaptar tudo pra levar ela pra casa, e lá ficamos, por 19 dias, cuidando da vó com aquele sentimento de mãos atadas, sem poder fazer nada que fizesse ela melhorar, sabendo que a qualquer momento, ela nos deixaria.


Era um domingo, faltavam 16 dias pro meu aniversário de 10 anos e a vó se foi, não sei dizer como me senti, não vou me estender sobre este momento, mas até hoje o vazio existe. Preencho o vazio com as lembranças, com as coisas que aprendi com ela (muitas coisas sem ela nem ter imaginado que me ensinou) e com música, porque sempre existe uma música que nos faz sentir mais perto das pessoas que a gente ama, né?


Fazem 10 anos que a vó virou uma estrelinha e mesmo triste por saber que não posso mais abraçá-la nem conversar com ela, eu me aconchego lembrando do colo dela e sonhando um dia poder ensinar pra minha futura família tudo o que aprendi com ela. Aprendi a ser boazinha com ela, a rezar, a comer pão caseiro quente, a fazer fogo no fogão a lenha, a comer bergamota debaixo do sol, a fazer e tomar chá... Tantas coisas simples, mas que fazem a diferença na hora de responder sobre o que é felicidade pra alguma pessoa.


Minha avó foi cedo demais, e o resumo dos meus sentimentos foram traduzidos pela minha banda preferida em 2011; Gone Too Soon, do Simple Plan, me fez chorar na primeira vez que escutei e na véspera dos 10 anos de saudade eu tatuei uma frase do refrão, pra homenagear a vó e levar na pele o meu amor por ela. A tradução da música pode ajudar você a entender meu sentimento e cada vez que eu escuto é como se ela estivesse lá de cima, brilhando só pra mim, dizendo que me ama e me protegendo.

Eu te Amo Muito Vó, to com saudade, mas sei que tu está comigo sempre.

Feliz Dia dos Avós.


Ícone, inspiração, talento... são tantos os adjetivos que combinam com Michael Jackson que eu nem vou me atrever a listar todos, não foi à toa que Elisabeth Taylor começou a chamá-lo de Rei do Pop; e o título pegou! Desde que me conheço por gente ele é chamado assim e MERECE!
Há 4 anos atrás eu nem acreditava no que estava acontecendo, o Rei estava morto, deixando uma legião com milhões de súditos pelo mundo inteiro.
Um acidente que poderia ser evitado, um médico sem licença pra fazer o que fez e, na minha opinião, a pressão da mídia pela nova e última turnê da carreira dele; tudo isso junto, levou Michael a óbito no dia 25 de junho de 2009.

Eu simplesmente não acreditei (na verdade, acho que ainda não acredito) no que todos absolutamente todos os canais de tv falavam, Michael tinha morrido e a imprensa já estava feito urubu correndo atrás das notícias, acho isso ridículo, mas fazer o quê? Se nós mesmos, os fãs, é que alimentamos isso, né?
Mas deixando de lado a parte da história pessoal dele, vou dar minha opinião sobre a influência e a importância dele na minha vida, porque há quem negue, mas é muito difícil encontrar quem nunca tenha gostado de nenhuma música dele.

Não lembro qual foi a primeira coisa que escutei do Michael, mas nos anos 90 só se falava dele e mesmo morando numa cidade pequena do RS, a gente sempre tinha notícias sobre ele, minha mãe e minha vó fui criada com elas sempre gostaram dele e me ensinaram (talvez sem querer) a ser fã também. Eu sempre tentei sem sucesso imitar os passos dele nas coreografias, mas desisti depois que cresci e me dei conta que não era coisa pra mim! hahaha 
Acompanhei o que pude das polêmicas sobre ele (pele que mudou, cabelos, cirurgias, romances, filhos, "pedofilia") e sempre acreditei nele, sempre dei um jeito de pesquisar sobre os assuntos e não vi nada de errado com Michael, pra mim ele sempre foi uma criança grande, ele só queria viver o que não viveu quando era pequeno, só queria encontrar a felicidade que ele não teve na infância, ele era um adulto de 10 anos e se tornou uma criança de 30/40.

Infelizmente ele se foi cedo, antes da turnê de encerramento da carreira, e ele estava se dedicando demais à turnê, creio que todos já tenham visto o filme/documentário que fizeram com as gravações dos ensaios; This Is It, lá a gente nota o quanto Michael sempre se preocupou em fazer o melhor pros fãs e mostrar que estava bem, que tinha disposição pra encarar aquilo tudo (tanta disposição que ele não conseguia dormir, e por consequência disso que o médico usou sedativos fortíssimos e provocou a morte dele).
Admito que achei uma grande jogada de marketing este filme, mas não dá pra negar que a gente amou ver tudo o que ele estava preparando. ^^ Inclusive, no filme têm cenas da véspera da morte do Michael, é emocionante!
O perfeccionismo que ele sempre fez questão de demonstrar, é uma das coisas mais admiráveis que ele tinha; aquela vontade de ver tudo de perto, de acompanhar cada etapa de tudo o que estava ligado à produção das músicas, cds, turnês... E ele sempre conseguia deixar tudo perfeito, sempre era o melhor em tudo! Como não admirar Michael Jackson? Mesmo se você não é fã, deveria ao menos se dar conta que não só a dedicação dele sempre foi digna de respeito e admiração, mas também a humildade, a bondade, a sinceridade dele.

Sábado passado eu assisti a entrevista que ele concedeu à Oprah Winfrey em 1993 e ali dá pra notar tudo o que eu falei sobre a personalidade do Michael, a entrevista é longa, mas vale a pena assistir.
clique na imagem para assistir à entrevista completa legendada

Resumindo: Michael é divo, sempre será o Rei do Pop e viverá pra sempre no coração dos fãs, será sempre defendido pelas pessoas que realmente acreditam nele e seu legado será eterno!
Ele é o ícone dos anos 80/90 da música pop, inovou, inventou os videoclipes com roteiro, histórias com início, meio e fim. Não tem como esquecer do dia de hoje. Uma pena que muitas pessoas só começaram a valorizá-lo depois que ele se foi. =/

Eu gostaria muito de ter tido a oportunidade de vê-lo ao vivo, mas de qualquer forma, aqui está a minha homenagem pra ele, meu texto sincero, escrito com muito carinho.
Obrigada Michael.

escrevi o post escutando esta playlist
as fotos são de divulgação - peguei com meu amigo Google


Eu estava saindo do studio ontem, no final da tarde e há pouco, tinha chegado pra colocar um piercing uma menina linda, que sobreviveu à tragédia de Santa Maria. 
Ela perdeu o namorado que tinha há 5 anos e está se recuperando de graves queimadores, aproximadamente 30% do corpo dela, ficou quase um mês em coma. 
E daí, ouvindo ela falar tudo aquilo, me emocionei lembrando de todas as vezes que eu conversei sobre esta história, inclusive com um amigo-irmão que eu tenho que sofre com esta tragédia até hoje, por ter perdido muitos amigos naquela noite.  
Comecei a pensar em todas as vezes que eu fiz fiasco (e ainda faço) por qualquer merda que dá errado na minha vida e em todas as vezes que outras pessoas fizeram fiascos e ficaram me criticando, reclamando de coisas bobas, coisas que se concerta conversando, coisas que têm volta. 
Em 10 minutos na presença daquela guria um filme passou na minha cabeça e me fez pensar na vida e dar valor pra tudo o que tenho hoje, o que conquistei até hoje, penso agora que planejar o futuro distante é bom, mas não posso "viajar" demais, as coisas acontecem rápido demais pra gente pensar em TUDO! 
Ouvindo ela contar parte da história, eu aprendi, que o melhor que tenho hoje e o que mais devo valorizar é a minha vida e a vida dos que me cercam e querem o meu bem. 
Tive que sair antes do assunto acabar, mas nunca mais vou esquecer daqueles minutos, no final, quando já estava com a mão na maçaneta, eu olhei pra ela e disse, "parabéns" meio sem saber o que dizer. Mas o que dizer pra uma sobrevivente? Eu dei parabéns por ela ser guerreira, por não se importar com os olhares dos outros na rua, por não ter medo de contar a história dela, por estar de cabeça erguida, ensinado pra muita gente que ser é melhor do que ter! 
Nem sei explicar direito, mas aprendi muito com ela, mesmo sendo tão pouco tempo de conversa.
Hoje eu vi a tragédia de Santa Maria com outros olhos, eu me coloquei no lugar dela: e se fosse eu? E se fosse o meu namorado? EU ACHO QUE TERIA PREFERIDO MORRER JUNTO, NÃO SEI!!! não faço ideia de como seria estar no lugar dela, GUERREIRA, MERECE ADMIRAÇÃO! 
Força pra todas as famílias e para os amigos das vítimas do incêndio na Kiss, vocês são as pessoas mais fortes que existem. 

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Postei este texto ontem, no meu Facebook e achei útil compartilhar no blog também, pra quem não sabe sobre a tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (cidade do centro do estado do RS) leiam aqui.

Espero que entendam o que eu quis dizer com o texto.
link do texto no meu Facebook 

foto: Reprodução.